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O PPGFil/UFG apresenta o seu corpo docente

Atualizado em 27/10/17 13:42.

PROFESSORES PERMANENTES

 

ADRIANA DELBÓ LOPES

Doutora em Filosofia

Área de orientação: Filosofia Política, ética, estética

Temas: Crítica à modernidade, Crítica à cultura, Biopolítica.

Autores: Nietzsche, Foucault, Schopenhauer.

Linha de PesquisaÉtica e Filosofia Política

Orienta: Mestrado e Doutorado.

Projeto atual de pesquisa: As relações entre política, moral, formação e arte na preocupação de Nietzsche com a cultura.

A crítica de Nietzsche à cultura de sua época (embrionada, segundo ele, desde o pensamento socrático) mobiliza suas análises dos valores cristãos, da interferência deles no Estado democrático moderno, da relação utilitária com arte (entre outros aspectos analisados por ele). Um tempo no qual a humanidade aposta na ideia de progresso e acredita ter descoberto os meios para o alcance da felicidade é uma época, para ele, de indivíduos saciados. Tendo em vista tais análises estarem atreladas à preocupação de Nietzsche com as condições para afloramento da cultura, ele diagnostica na humanidade seu adoecimento. Tudo aquilo que em seu julgamento tolhe ímpetos criativos, vontade de grandiosidade (noção de Burckhardt adotado em seu pensamento) requer genealogia e transvaloração. Se as potencialidades criativas não mais têm incentivo e permissão para manisfestações, se a vida reduz-se à luta pela sobrevivência e pelo alcance de satisfações (com bem-estar, segurança, direitos), Nietzsche associa a redução da política à redução também de ímpetos próprios à humanidade: ímpetos criativos. É neste sentido que a noção de vida, que amparam os vínculos estabelecidos por Nietzsche entre criação, natureza e cultura requerem consideração à interferência schopenhaueriana em sua obra (através da ideia de vida como Vontade), bem como à sua elaboração posterior da noção de Vontade de Poder. Neste projeto objetiva-se também se ater à concepção nietzscheana de Formação (algo que ultrapassa o acesso ao conhecimento que deve ser ofertado pelas Instituições de Ensino), uma vez que ela também representa a vontade artística da natureza expressa na elaboração ininterrupta da vida de cada indivíduo. A capacidade de criação, própria à humanidade, também é prejudicada se a elaboração de si (tornar-se o que é) é ignorada e impossibilitada.

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4121259T6

E-mail: adrianadelbo@gmail.com

 

ADRIANO CORREIA SILVA

Doutor em Filosofia

Área de orientação: Ética, Filosofia Política, Filosofia do Direito e Estética

Temas: 

Autores: Hannah Arendt e alguns temas e aspectos das obras de I. Kant, Giorgio Agamben, F. Nietzsche  e Michel Foucault.

Linha de PesquisaÉtica e Filosofia Política

Orienta: Mestrado e Doutorado.

Projeto atual de pesquisa: 

Modernidade política: da relação entre política e economia

Descrição: Enquanto no projeto aprovado pelo CNPq para o período de 2010 a 2013 dedicamo-nos a investigar a afinidade entre os diagnósticos da modernidade concebidos Arendt e Foucault a partir dos problemas suscitados pela centralidade da vida biológica na configuração da vida política e social ? com uma ênfase mais acentuada na obra arendtiana ?, visamos no projeto atual, como um desdobramento dessa mesma problemática, examinar as transformações na política moderna decorrentes da sua progressiva imbricação com a economia, notadamente a partir de sua matriz liberal. A vida, para Arendt, converteu-se em bem supremo ? compreendida não apenas como vida nua, como queria Agamben, e não na inteira plenitude das suas possibilidades, como parecia sugerir Foucault ? em grande medida como resultado da progressiva centralidade da economia no conjunto da vida social. Esse diagnóstico parece ser amplamente afim, em seus traços gerais, ao concebido por Foucault, em seus cursos de finais dos anos 1970, como Nascimento da biopolítica e Segurança, território, população ? essa é nossa hipótese mais geral. Para tal investigação será ainda central a delimitação dos contornos do que Arendt nomeia animal laborans e do que Foucault denomina homo oeconomicus.. 

Arendt e Nietzsche sobre o trágico da ação
Descrição: As indicações iniciais para nossa reflexão sobre o trágico da ação foram fornecidas por Hannah Arendt, na obra A condição humana, principalmente quando ela reflete sobre as vicissitudes da atividade da ação e sobre as possibilidades de ela se autorredimir de suas infortunas mediante a promessa e o perdão. Ao refletir sobre a promessa como expediente de redenção da imprevisibilidade da ação, Arendt recorre diretamente a Nietzsche, como indicaremos, assim como concebe o perdão como remédio para a irreversibilidade da ação referindo-se especificamente a Jesus de Nazaré. Remanescia como suspeita, e agora como uma das hipóteses desta pesquisa, a afinidade entre capacidade de reconciliação mediante o perdão em Arendt com aquela mediante o esquecimento, como Nietzsche examina no início da segunda dissertação de A genealogia da moral. Esta suspeita foi posteriormente reforçada pelas análises levadas a cabo por Paul Ricoeur no epílogo de sua obra A memória, a história, o esquecimento, intitulado ?O perdão difícil?, no qual ele não apenas aproxima esquecimento e perdão como também articula as preocupações de Arendt e de Nietzsche com a relação íntima entre conservação da capacidade para o novo por meio da ação e o estabelecimento de uma relação reconciliada com o passado. Enquanto Arendt se esquivou de considerações psicológicas, por assim dizer, e focou sua atenção nas implicações das infortunas da ação na teia de relações humanas, Nietzsche situou mais explicitamente sua reflexão sobre a capacidade para o novo no âmbito da psicologia do ressentimento e dos expedientes ?terapêuticos? que podem redimir o indivíduo ativo da impotência decorrente de seu atrelamento compulsivo a um passado indisponível que não pode ser transformado. Por fim, as considerações de Bernard Williams e Martha Nussbaum sobre a relação entre ação e contingência (interna e externa) e de Pierre Aubenque sobre a fonte trágica da reflexão aristotélica sobre a filosofia prática conformam o quadro mais geral a partir do qual buscaremos refletir, a partir das obras de Nietzsche e Arendt, sobre os vínculos entre as fragilidades da ação e suas demandas por redenção, mas também entre ação e deliberada constituição do si-mesmo (self/Selbst). Os recentes esforços de vários reconhecidos pesquisadores das obras de Nietzsche e de Arendt por articular e explicitar as afinidades nas obras de ambos ? marcadamente no que diz respeito a uma reflexão sobre a ação ?, sem ignorar os profusos pontos divergentes, acabou por criar condições adequadas para uma reflexão sobre a relação entre ação, contingência e redenção/reconciliação na obra de ambos. Julgamos o tema altamente relevante para a interpretação de aspectos decisivos das obras de Nietzsche e Arendt, mas também para as reflexões contemporâneas sobre a ética e a política.

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4730935T9

Publicações on-line: https://pos.filosofia.ufg.br/up/115/o/Publicacao.htm

E-mail: correiaadriano@gmail.com

 

ANDERSON BORGES

Doutor em Filosofia

Área de orientação: Metafísica, Epistemologia e Ética na Filosofia Antiga

Temas: Tem experiência na área de filosofia antiga, com ênfase no platonismo e socratismo. Além desses temas, tem também interesse na ética aristotélica, críticas de Aristóteles a Platão e doutrina aristotélica da substância. 

Autores: Ética socrática, epistemologia socrática, ontologia platônica, epistemologia platônica, ética platônica, críticas aristotélicas a Platão, doutrina aristotélica da substância e ética aristotélica.

Linha de Pesquisa: Metafísica e Teoria do Conhecimento

Orienta: Mestrado e Doutorado.

Projeto atual de pesquisa: 

A noção platônica de epistêmê nos textos do período intermediário

Descrição: Esta pesquisa aposta na tese de que os textos da fase intermediária discutem novas soluções para o problema da aquisição da epistêmê. Nesse período, Platão parece apresentar um conjunto de distinções novas que visam disciplinar alguns dos problemas colocados pelo socratismo . No entendimento de Platão, produzir resultados novos em comparação ao socratismo significa formular definições e noções primitivas que permitam articular determinado campo de conhecimento. Trata-se, com efeito, de passar da consciência da inconsistência de certas proposições, um saber garantido pelo elenchos, à posse do conhecimento de razões.

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4773531Y8

E-mail: ander.borg@gmail.com

 

ANDRÉ DA SILVA PORTO

Doutor em Filosofia

Área de orientação: Filosofia Analítica, Semântica, Externalismo, filosofia da lógica e da matemática

Temas: Lógica.

Autores: Wittgesntein, Frege, Quine, Davidson, Dummett, Kripke, Lewis. 

Linha de Pesquisa: Lógica e Filosofia da Linguagem

Orienta: Mestrado e Doutorado.

Projeto atual de pesquisa: 

Wittgenstein, Matemática Categórica e as Teorias do Espaço
Descrição: Este projeto de pesquisa é uma continuação da proposta anterior CNPq 305076/2010-8 do período 2011/2013. A ideia norteadora daquele projeto, a sugestão de aproximar as noções de 'regra', de Wittgenstein, de 'categórico de observação', de Quine, da noção de 'morfismo', da Teoria das Categorias, permanece central. O novidade importante do presente projeto é uma conexão mais orgânica de um subtema da pesquisa anterior, a Análise Suave, com a hipótese principal. Isso foi decorrente de um recente progresso em nossa compreensão do assunto. A nova ideia é a de que seria iluminador ver o contraste entre as abordagens que estamos favorecendo (a de Wittgenstein e da Teoria das Categorias), e outras abordagens (como a Clássica e a Intuicionista) como dizendo respeito fundamentalmente à maneira como essas entendem a ideia de aplicação da matemática a contextos empíricos. Nas novas abordagens, essa conexão seria de '2ª ordem', e não de '1ª ordem', como querem as propostas mais tradicionais. A matemática não falaria diretamente sobre a realidade empírica, mas, sim, sobre conceitos que, por sua vez, podem ser usados em proposições empíricas

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4797673T9

Publicações on-line: https://sites.google.com/site/andreportoufggo/

E-mail: andre.porto.ufg@gmail.com

 

ARACELI ROSICH SOARES VELLOSO

Doutora em Filosofia

Área de orientação: Filosofia da Linguagem, Filosofia da Lógica e Semântica, Teoria do Conhecimento e Epistemologia

Temas: Quine (especialmente em discussões sobre a tese da indeterminação da tradução, o papel semântico e epistemológico dos categóricos de observação e relativismo ontológico); discussões sobre relativismo conceitual e incomensurabilidade entre teorias, principalmente em Wittgenstein, Davidson e Quine; filosofia da lógica: teoria dos modelos, teoria das categorias, morfismos e grupos, teoria dos tipos; Frege.

Autores: Quine, Davidson, Frege, Goodman, Wittgenstein (2ª fase), Carnap e positivistas, empiristas ingleses (Locke, Hume, Berkeley).

Linha de Pesquisa: Lógica e Filosofia da Linguagem

Orienta: Mestrado e Doutorado.

Projeto atual de pesquisa: 

Uma crítica à visão funcional da linguagem e uma apologia da visão categórica: modelos alternativos e ruptura comunicacional

Descrição: Teremos duas metas importantes nessa pesquisa: uma primeira de caráter mais preparatório e investigativo, na qual discutiremos certos problemas e dificuldades e uma segunda, de caráter mais positivo, na qual investigaremos alternativas aos problemas levantados. Na primeira etapa, investigaremos a noção de ?composicionalidade? em Platão, Aristóteles, Frege, Wittgenstein e Quine, associando essa noção aos problemas que a sua pressuposição pretende resolver, quais sejam: o problema do falso e o problema das sentenças novas. Nossa hipótese consistirá, nessa etapa inicial em considerar essa noção como o principal vilão das teorias que se pretendem teorias universais da linguagem. Para sustentar nossa hipótese, investigaremos em detalhes dois argumentos famosos que, a nosso ver, pretendem acima de tudo questionar essa noção em seu papel de fundamentação a priori de qualquer linguagem: o argumento ?contra a linguagem privada? de Wittgenstein e a teoria da indeterminação da tradução (tanto da referência quanto a tese mais forte da indeterminação holofrástica) de Quine. Na segunda etapa, pretendemos investigar uma alternativa ousada que consideramos ser efetivamente a proposta dos argumentos em questão: a de que, ao invés de falarmos em condições a priori de sentido (incluindo a postulação de entidades), anteriores a qualquer discurso, que nos dariam as condições para compor o sentido da sentença a partir da referência de suas partes, falemos em intercâmbio linguístico. Esse intercâmbio envolveria, em sua base, estruturas universais que estariam disponíveis apenas ao nível de aglomerados de sentenças inteiras, as unidades mínimas do discurso. Envolveriam também objetos, mas apenas como aqueles objetos que deveriam ser postulados para que as sentenças de uma linguagem qualquer fossem verdadeiras. Acreditamos que o espaço almejado pela argumentação desses dois filósofos, e pela nossa própria, seja o da possibilidade de alteração semântica dos conceitos a partir de condições

Frege e Quine: Continuação ou Ruptura?

Descrição: O foco de nossa investigação serão as obras de dois filósofos importantes da tradição analítica: W. V. O. Quine e Gottlob Frege. Em especial, faremos um paralelo entre a noção de "sentido" criticada por Quine e a distinção sentido/referência estabelecida por Frege. Tentaremos explicar essa noção através da idéia de condições de verdade, presente na obra de Frege e de fundamental importância na obra de Quine.

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4792127Y6

E-mail: ar.velloso@gmail.com

 

CARLA MILANI DAMIÃO

Doutora em Filosofia

Área de orientação: Estética e Política

Temas: Filosofia e gêneros literários; Filosofia do filme; Estética Moderna e Contemporânea.

Autores: Walter Benjamin, Jean-Jacques Rousseau, David Hume.

Linhas de PesquisaÉtica e Filosofia Política, Estética e Filosofia da Arte

Orienta: Mestrado e Doutorado

Projeto atual de pesquisa:

Teoria crítica, gênero e estética

Este projeto tem em vista do nexo entre teorias de gênero contemporâneas, estética e teoria crítica. Os autores estudados pertencem à tradição da teoria crítica, com realce às preocupações de ordem estética, ética e política. O entendimento filosófico desta relação será a base de aproximação do pensamento de Judith Butler e Julia Kristeva, no tocante às discussões sobre gênero, sexualidade, feminismo, performatividade, naturalização, abjeção, e erotismo. O alcance dessa pesquisa é, portanto, prevê uma revisão crítica da relação entre teoria crítica, feminismo e estética, de forma a organizar parâmetros de distinção e de aproximação teóricas entre esses âmbitos, com a preocupação de configurar problemas atuais que repercutem as teorias de autores vinculados à Teoria Crítica.

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4723214E6

E-mail: cmdw16@gmail.com 

 

CRISTIANO NOVAES DE REZENDE

Doutor em Filosofia

Área de orientação: Filosofia Moderna

Temas: 

Autores: Spinoza

Linha de Pesquisa: Metafísica e Teoria do Conhecimento

Orienta: Mestrado

Projeto atual de pesquisa: Medicina Mentis: A Lógica Genética Seiscentista E Suas Origens Na Tradição Aristotélica

Descrição: Esta pesquisa tem por objetivo investigar, na transmissão da lógica aristotélica aos séculos XVI e XVII, as origens históricas e as bases conceituais das modernas teorias das definições genéticas, examinando particularmente como essas teorias se inscrevem na tradição que concebe a lógica como uma sorte de terapêutica do pensamento. Utilizadas já por Euclides, mas ainda como um procedimento coadjuvante, as definições de figuras geométricas através do movimento gerador passam, na modernidade, a protagonizar importantes discussões sobre as bases matemáticas da nova ciência da natureza, sugerindo que, simétrico ao conhecido esforço seiscentista de matematização da física, houve também um processo complementar de fisicalização da matemática. E tomado a partir da idéia de emenda das matemáticas (Hobbes), ou de emenda do intelecto (Espinosa), esse processo pode ser caracterizado como uma medicina da mente (Medicina Mentis), tal como foi efetivamente designado pelo matemático alemão E. W. von Tschirnhaus interlocutor de Espinosa e Leibniz em seu livro Medicina da Mente ou Ensaio de uma Lógica Genuína . Centrando-se, pois, nas implicações desse paradigma geométrico-genético para a questão lógica da forma da definição e para a questão epistêmica de seu alcance cognitivo, esta pesquisa examinará a hipótese de que apesar das explícitas censuras dos modernos à teoria aristotélica da definição por gênero e diferença específica existe uma dependência determinante das teorias seiscentistas da definição genética para com a noção de definição quasi-demonstrativa , elaborada por Aristóteles sobretudo no Livro II dos Analíticos Posteriores, onde se defende que a definição científica deve possuir um alcance explicativo, para além do êxito na mera administração extensional de objetos. Para a verificação de tal hipótese serão determinadas as mediações tardo-escolásticas (Zabarella e Suarez) que comunicam esse capítulo da lógica aristotélica aos filósofos modernos.

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4734901E4 

E-mail: cnrz1972@gmail.com

 

FÁBIO FERREIRA DE ALMEIDA

Doutor em Filosofia

Área de orientação: Filosofia Francesa Contemporânea, epistemologia, ontologia, poética e literatura

Temas: Filosofia Francesa Contemporânea, epistemologia, ontologia, poética e literatura

Autores: Bachelard, Bergson, Canguilhem, Koyré. A depender da temática, também: Merleau-Ponty, Husserl e Heidegger.

Linhas de Pesquisa: Metafísica e Teoria do Conhecimento, Estética e Filosofia da Arte

Orienta: Mestrado e Doutorado

Projeto atual de pesquisa: 

A experiência do tempo: acerca da metafísica em Henri Bergson e Gaston Bachelard
Descrição: O presente projeto de pesquisa tem por objetivo principal examinar a hipótese de que uma metafísica perpassa tanto a filosofia de Henri Bergson (1859-1941) como a de Gaston Bachelard (1884-1962) e de que este aspecto é fundamental à análise do pensamento de ambos. Para tal análise, o problema filosófico do tempo é que deve servir de fio condutor. Este tema filosófico tradicional aparece de um modo muito particular nos dois filósofos: trata-se, antes de tudo, de uma experiência. Deste modo, é esta irrevogável experiência do tempo que, como quer sugerir o título, nos permite alcançar o cerne da metafísica tanto bergsoniana como bachelardiana e, pelo mesmo movimento, permite também compreender o significado que a reflexão filosófica tem para ambos. Com vistas a esta experiência do tempo, que exige uma reflexão metafísica que torna a filosofia dependente da experiência, é que a ciência e a literatura (ou mesmo a obra de arte em geral) se apresentam à reflexão.. 

 

Gaston Bachelard e a questão da ontologia na ciência e na literatura

Descrição: O objetivo do projeto é examinar a hipótese de que uma ontologia subjaz a toda reflexão dedicada pelo filósofo francês Gaston bachelard tanto à ciência quanto à literatura, e de que esta ontologia, não desenvolvida por ele próprio por razões inerentes à seu projeto filosófico, é que suporta sua epistemologia bem como sua filosofia literária. Com isto pretende-se também examinar possíveis desdobramentos a partir de seu pensamento.

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4768409A0

E-mail: fbioferreira@yahoo.com.br

 

GUILHERME GHISONI DA SILVA

Doutor em Filosofia

Área de orientação: Filosofia do Tempo, Filosofia da Linguagem e Filosofia da Fotografia.

Temas:  Metafísica e ontologia do tempo, memória e fenomenologia do tempo, filosofia da fotografia.

Autores: Wittgenstein, Bertrand Russell, Mctaggart.

Linha de Pesquisa: Lógica e Filosofia da Linguagem. Estética e Filosofia da Arte

Orienta: Mestrado

Projeto atual de pesquisa: 

Fotografia, tempo e memória: uma abordagem analítica da filosofia da fotografia
Descrição: A pesquisa que terá suas linhas gerais expostas a seguir propõe uma investigação em 4 anos a ser desenvolvida no programa de Pós-Graduação, no curso de Filosofia da Faculdade de Filosofia da UFG e em parceria com o projeto de extensão, coordenado pelo proponente, Grupo de Estudos de Filosofia da Fotografia da FAFIL/UFG. O objetivo desta pesquisa é desenvolver uma nova abordagem para a análise e compreensão do estatuto filosófico das imagens fotográficas, levando em consideração as categorias e teses da filosofia analítica e o paralelo com as discussões sobre metafísica do tempo e memórias episódicas. Três questões guiarão as análises a serem desenvolvidas no projeto: i) qual tipo de conhecimento sobre o mundo temos através de fotografias, ii) qual é a função lógica desempenhada pelas fotografias nos pensamentos acerca de entidades conhecidas através de fotografias e ii) quais são as implicações temporais (no campo da metafísica do tempo) e estéticas das linhas de resposta das indagações anteriores. O estudo das respostas a essas indagações, presentes na bibliografia acerca do tema, permite contrapor duas linhas interpretativas gerais: a fotografia como (1) conhecimento por familiaridade (knowledge by acquaintance) e como (2) conhecimento por descrição (knowledge by description). (1) O tratamento da fotografia como conhecimento por familiaridade a concebe como um meio transparente (uma forma de visão prostética), que permitiria ampliar espaço-temporalmente o domínio das entidades conhecidas por familiaridade. Essa concepção desenvolve uma versão fotográfica das teorias semânticas referencialistas diretas, amparada em uma teoria causal da referência. A fotografia teria uma função lógica semelhante a um nome russelliano (a um demonstrativo), que aponta para entidades particulares no passado, através da rota causal que une a fotografia ao referente. Assim, a fotografia deveria possibilitar pensamentos objetos-dependentes (pensamentos singulares) acerca das entidades fotografadas, uma vez que é a entidade acerca da qual pensamos, ela mesma, que nos seria dada através da fotografia. (2) O tratamento da fotografia como conhecimento por descrição desloca a função lógica da fotografia da função referencial para a predicativa. Nesta linha interpretativa, a fotografia exemplificaria propriedades fenomenais, que seriam atribuídas a uma entidade, à qual não teríamos acesso através da imagem. Ao pensarmos acerca de uma entidade conhecida por meio de fotografia, teríamos um pensamento geral (objeto-independente), de que foi o caso que existe alguém (ou alguma coisa) que tem semelhantes propriedades visuais às exemplificadas na fotografia. Em linhas gerais, este projeto tem em vista desenvolver uma análise crítica do tratamento da fotografia como conhecimento por familiaridade, uma defesa da concepção como conhecimento por descrição e explorar as consequências estéticas e temporais dessas linhas interpretativas.

 

As análises de Wittgenstein sobre o tempo e a memória e o desenvolvimento de sua filosofia
Descrição: O objetivo desta pesquisa, de quatro anos de duração, é o estudo da pertinência das análises de Wittgenstein sobre o tempo e a memória, como um importante fio condutor do desenvolvimento de sua filosofia. A partir do estabelecimento desta leitura, esse projeto almeja explorar a interlocução de Wittgenstein com autores que também trabalharam o tempo e a memória. 

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4739357H9 

E-mail: ggsilva76@gmail.com

 

HANS CHRISTIAN KLOTZ

Doutor em Filosofia

Área de orientação: Kant e Idealismo Alemão

Temas: Subjetividade, lógica transcendental e especulativa, monismo

Autores: Kant, Fichte, Hegel.

Linha de Pesquisa: Metafísica e Teoria do Conhecimento

Orienta: Mestrado e Doutorado

Projeto atual de pesquisa:  Pensamento monista e elucidação da consciência na filosofia tardia de Fichte

A teoria da consciência do Fichte tardio envolve duas teses centrais: primeiro, que a consciência não é ontologicamente absoluta, mas fundada numa instância que não é construída por ela (a tese da consciência como “imagem” (Bild) do Ser); segundo, que a consciência produz sua estrutura intencional autonomamente (a tese do caráter auto-organizador da consciência). O principal objetivo do projeto é explicitar a combinação da concepção da consciência como imagem do Ser com a defesa do seu caráter espontâneo e autoconstitutivo na teoria da consciência do Fichte tardio e localizá-la no contexto da filosofia pós-kantiana ao relacioná-la com o pensamento de Jacobi, Schelling e Hegel. Para tal, será necessário investigar as abordagens diferentes sobre a consciência que se encontram nas preleções do Fichte tardio entre 1810 e 1814, ambas nas cinco versões da Doutrina da Ciência e nas preleções introdutórias que Fichte apresentou nesse período. É uma hipótese central do projeto que o pensamento do Fichte tardio busca dar uma resposta à acusação de “niilismo” levantada por Jacobi contra o idealismo da Doutrina da Ciência sem abrir mão da tese de que a “visão objetiva do mundo” é um produto da atividade da consciência pela qual ele gera sua própria intencionalidade teórica e prática. 

Revelação, Manifestação e Liberdade. Sobre uma questão central do idealismo alemão

A tese de que o absoluto se manifesta no homem enquanto ser livre é um elemento central do pensamento do idealismo alemão enquanto "espinozismo da liberdade". O objetivo do projeto é reconstruir a vinculação conceitual entre  manifestação (ou revelação) e liberdade no pensamento maduro de Fichte e Schelling e no sistema enciclopédico de Hegel.

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4164545D6

E-mail: klotz.chr@googlemail.com

 

HELENA ESSER DOS REIS

Doutora em Filosofia

Área de orientação: Ética, Filosofia Política

Temas: vinculados à constituição do estado democrático, liberdade, igualdade, cidadania, participação, virtude, estrutura, exercício e legitimidade do poder, relação democracia-república. 

Autores: Tocqueville e Rousseau, primeiramente, mas também Maquiavel, Hobbes e Locke

Linha de PesquisaÉtica e Filosofia Política

Orienta: Mestrado e Doutorado

Projeto atual de pesquisa: Democracia: entrelaçamento de direitos civis, sociais e políticos

O objetivo principal do presente projeto é discutir o entrelaçamento de direitos civis, sociais e políticos como condição para realização da democracia. Partiremos da discussão acerca da relação entre inclusão social e cidadania para investigar a relação entre os direitos civis, sociais e políticos. Do nosso ponto de vista, no pensamento tocquevilleano há uma exigência circular entre a inclusão social e cidadania que não dispensa a ação de todos concernidos. Investigaremos, em primeiro lugar, algumas situações de exclusão social (pobreza, escravidão, preconceitos) tratadas por Tocqueville tendo em vista suas reflexões acerca da ação dos próprios concernidos como protagonistas de sua inclusão. Em segundo lugar, investigaremos também os procedimentos jurídicos e instituições do estado no processo de construção de direitos civis, sociais e políticos,  posto que estes asseguram os ganhos civis, sociais e políticos, ao mesmo tempo que conferem estabilidade à democracia. Embora a proteção jurídico-institucional seja condição necessária para garantia de direitos aos cidadãos e para a estabilidade do estado, tal proteção não é ainda suficiente. Ainda que Tocqueville, como escritor e político, se esforce por construir condições civis, sociais e políticas que promovam convergências entre os cidadãos e estabilidade institucional, tem, contudo, muita clareza acerca das tensões que transpassam as relações entre cidadãos e governo.  Nosso terceiro objeto de discussão será, finalmente, a relação entre o clamor popular e a governabilidade no estado democrático. Ainda que A democracia na América permaneça como uma referência importante para o desenvolvimento deste projeto, investigaremos prioritariamente o Antigo Regime e a Revolução e as Lembranças de 1848 juntamente com os textos de suas viagens, cartas, discursos políticos, rascunhos, pois consideramos que o confronto entre seus escritos dirigidos ao grande público e seus escritos mais pessoais permitirão ampliar e aprofundar a compreensão e a discussão do pensamento tocquevilleano sobre o tema. Ao mesmo tempo, buscaremos confrontar o pensamento de Tocqueville com os autores que lhe são referência constante, como é o caso de Montesquieu e Rousseau, facilitando a compreensão de seu locus na tradição do pensamento filosófico-político; e com autores que lhe sucedem como é o caso de Arendt, Habermas e Lefort favorecendo a ampliação da discussão dos temas investigados. 

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4709352D8

E-mail: helenaesser@gmail.com

 

MÁRCIA ZEBINA

Doutora em Filosofia

Área de orientação: Ética, Metafísica, Filosofia Transcendental, Idealismo alemão, Estética

Temas: Metafísica, Filosofia Sistemática e a sua relação com a Ética, Subjetividade, Teleologia, Vida e Conhecimento, Arte e Natureza. Aristóteles, Kant e Hegel. 

Autores: A filosofia de Hegel, especialmente a Ciência da Lógica, a Filosofia do Direito e a Filosofia da História.

Alguns aspectos da filosofia de Aristóteles, Kant, Hobbes e Rousseau.

Linha de Pesquisa: Metafísica e Teoria do Conhecimento

Orienta: Mestrado e Doutorado.

Projeto atual de pesquisa: Natureza e História em Kant e Hegel

O projeto, “Natureza e História em Kant e Hegel”, visa tratar da Filosofia da História nos respectivos autores, tento como horizonte argumentativo a compreensão da natureza por eles elaborada. Frente a uma visão mecanicista e reducionista da natureza, ambos os autores tentarão pensá-la juntamente com a ideia de causa final, retomando o princípio teleológico como um princípio fundamental para resguardar a liberdade da ação humana. Embora o tratamento de natureza se dê de modo diferente para ambos, buscaremos mostrar que é a partir dela, com a ideia de teleologia externa e teleologia interna que se poderá ter um real entendimento da história nestes autores, isto porque a liberdade da ação esta intrinsecamente ligada com a possibilidade da liberdade transcendental no caso de Kant, e com o binômio liberdade/necessidade, como um fim em si mesmo, no caso de Hegel.

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4784123H6

E-mail: marciazebina@gmail.com

 

MARTINA KORELC

Doutora em Filosofia

Área de orientação: Fenomenologia, Metafísica

Temas: Temas Gerais da Fenomenologia; Subjetividade e Intersubjetividade; Metafísica e Ontologia e sua relação com ética, sobretudo no pensamento contemporâneo e alguns temas mais específicos nos autores medievais Agostinho e Tomás de Aquino.

Autores: Husserl, Heidegger, Levinas, Edith Stein, Agostinho.

Linha de Pesquisa: Metafísica e Teoria do Conhecimento

Orienta: Mestrado e Doutorado

Projeto atual de pesquisa: Questões metafísicas na fenomenologia

O projeto se propõe analisar a concepção do ser e do sentido do ser implicada na fenomenologia de Husserl; de modo particular estou interessada em compreender e refletir sobre a relação entre o ser e a subjetividade transcendental e a questão da transcendência do ser em relação à subjetividade transcendental, como também em compreender a relação entre ser e bem, importante para a elucidação do sentido do ser. A hipótese de pesquisa é de que no interior da fenomenologia de Husserl não há resposta satisfatória para uma concepção do ser radicalmente transcendente em relação à subjetividade, o que a meu ver põe em questão também a compreensão do sentido do ser. Husserl contudo pensou, a partir da fenomenologia e para além dela, a possibilidade e necessidade de uma metafísica como ciência universal e radical de fatos. Uma vez que ele mesmo não chegou a desenvolvê-la, nesta pesquisa proponho-me a analisar o pensamento de outros fenomenólogos, influenciados por Husserl, particularmente Edith Stein, para verificar tal possibilidade da elaboração de uma concepção do ser e do sentido do ser não . Um último objetivo da pesquisa consiste na análise da questão sobre o ser e sua relação com o bem em alguns outros autores da tradição metafísica.

Ser, interioridade e transcendência em Agostinho

No presente projeto pretende-se, a partir do problema da relação entre subjetividade e transcendência na fenomenologia de Husserl, investigar a compreensão de ser, da interioridade e da sua relação com a transcendência na filosofia de Agostinho. Na sua concepção do ser, é possível evidenciar a radical transcendência do ser divino em relação ao ser das criaturas, mas também a tendência das criaturas, sobretudo da alma humana, inscrita no seu ser, de se transcender em relação ao ser divino. Para a compreensão desta transcendência é fundamental a concepção da interioridade. Pretende-se investigar três aspectos da transcender-se da alma: enquanto é temporal, na medida em que o tempo se compreende unicamente em relação à eternidade, para a qual a alma tende; no seu processo de conhecimento, a interiorização necessária é ao mesmo tempo uma ascensão em direção à Verdade transcendente à alma, que porém só pode ser conhecida pela intervenção da Verdade na interioridade da alma; o terceiro aspecto estudado é a transcendência da alma em direção ao Bem Supremo, pelo amor que move a vontade e que é indispensável também para o conhecimento da Verdade. O objetivo final da pesquisa é avaliar em que medida a concepção agostiniana constitui uma alternativa para a compreensão dos problemas implicados na concepção fenomenológica da transcendência a partir da subjetividade.

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4776715Y9

E-mail: martina.ufg@gmail.com

 

RAFAEL RODRIGUES PEREIRA

Doutor em Filosofia

Área de orientação: ética, política 

Temas: ética antiga (Aristóteles, ética helenística); ética moderna (Kant, utilitarismo); ética contemporânea (Éticas das Virtudes, Ética do Cuidado, bioética). Política contemporânea (Rawls, comunitarismo, políticas do reconhecimento), o problema do livre-arbítrio.

Autores: Aristóteles, estoicos, Kant, Rawls, Charles Taylor, MacIntyre, Michael Sandel, autores contemporâneos ligados ao utilitarismo, à bioética, às Éticas das Virtudes e à Ética do Cuidado, Axel Honneth, autores contemporâneos ligados ao debate do livre-arbítrio (Alfred Mele, Derk Pereboom).

Linha de Pesquisa: Ética e Filosofia Política

Orienta: Mestrado.

Projeto atual de pesquisa: As éticas da virtude e a ética do cuidado como propostas alternativas às éticas consequencialistas e deontológicas 

Descrição: Podemos considerar que a ética contemporânea ainda gira em torno de duas correntes principais que surgiram no decorrer da era moderna, o kantismo (principal representante entre as éticas deontológicas) e o utilitarismo (principal representante das éticas consequencialistas). Nos últimos 30 anos, no entanto, este quadro começou a mudar. Surgiram propostas alternativas que se colocavam em oposição tanto ao kantismo quanto ao utilitarismo. Estas propostas tendiam a criticar elementos que seriam comuns a estas duas correntes, como a ênfase em conceitos morais coercitivos como ?dever e ?obrigação?, na imparcialidade, no universalismo, em princípios formais e em modelos procedimentais (VAN HOOFT, 2006, p. 8). Entre estas propostas, podemos identificar, sobretudo, as Éticas da Virtude (virtue ethics) e a Ética do Cuidado (ethics of care). O momento atual da filosofia moral ainda se caracteriza por um esforço destas ultimas em se afirmar como correntes alternativas ? muitos críticos, de fato, consideram que elas apenas trazem elementos novos, que enriquecem o kantismo e o utilitarismo, sem ter força para se erigir como movimentos éticos per se (NUSSBAUM, 1999). Este é o contexto contemporâneo em que se insere o presente projeto. Pretendemos contribuir para o fortalecimento das Éticas da Virtude e da Ética do Cuidado como propostas alternativas ao utilitarismo e ao neokantismo. Para tanto, cumpre-nos relembrar algumas características relevantes deste debate.

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4167256H1

E-mail: rafarodrigues252@gmail.com

 

RENATO MOSCATELI

Doutor em Filosofia

Área de orientação: Filosofia Política.

Temas: Conceitos de liberdade; concepções sobre Estado e soberania; republicanismo; liberalismo político; cidadania; relações entre pensamento histórico e teoria política

Autores: Maquiavel, Montesquieu, Rousseau, Rawls, Sandel.

Linha de PesquisaÉtica e Filosofia Política.

Orienta: Mestrado e Doutorado.

Projeto de pesquisa (2017-2020): O Republicanismo e a crítica à Filosofia Política Liberal

O liberalismo é uma corrente de pensamento que conquistou um espaço significativo nos últimos duzentos anos, tanto no âmbito da Filosofia Política quanto nas leis e instituições dos Estados, tendo em John Rawls um de seus intelectuais mais destacados no século XX. Porém, ainda que reconheça a importância de várias propostas defendidas pelos liberais, o também filósofo americano Michael J. Sandel não considera que elas sejam o bastante para promover uma vida cívica vigorosa, e busca confrontar o vácuo moral na esfera política – que ele vê como sendo resultado, em boa medida, do predomínio do pensamento liberal – por meio de um republicanismo apropriado aos desafios de nosso tempo. Assim, o objetivo central deste projeto é investigar algumas das questões cruciais postas por esse debate, não apenas mediante uma análise dos fundamentos da concepção republicana de liberdade vinculada ao engajamento político e à virtude cívica − em contraposição à concepção liberal de liberdade como ausência de interferências na esfera individual −, mas também com uma abordagem atenta às divergências entre os autores republicanos sobre o que seria o fator principal para definir a liberdade. A fim de dar a este trabalho o recorte necessário à coerência de seu desenvolvimento, o fio condutor do percurso será propiciado pelo estudo focado nas obras de Rawls e de Sandel, o qual dará ensejo para recorrer igualmente aos textos de outros autores das correntes liberal e republicana sempre que preciso no intuito de buscar respostas aos problemas levantados pelos dois pensadores americanos.

Projeto de pesquisa (2012-2017): A relação entre as dissonâncias sociais e a liberdade política em Maquiavel, Montesquieu e Rousseau

Na maioria dos Estados constituídos a partir da época moderna, a pluralidade de condições sócio-econômicas nas quais vivem os cidadãos, bem como a multiplicidade das opiniões, crenças e visões de mundo que eles nutrem vem se acentuando cada vez mais com o passar do tempo. Na esfera política, essas divisões manifestam-se de modo amplo na formação de partidos, grupos de pressão e movimentos sociais com reivindicações abrangendo problemas étnicos, de gênero e de classe, apenas para citar alguns exemplos. Tal fenômeno tornou a discussão a respeito das relações conflituosas entre essas diferentes entidades um tema de reflexão importante para certos ramos da Filosofia e das Ciências Humanas. Em se tratando da Filosofia Política, a existência dessas tensões pode ou não, dependendo de cada pensador, ser concebida como um fator essencial para promover a liberdade do Estado frente aos demais corpos políticos, ou dos indivíduos que compõem um determinado corpo político na qualidade de cidadãos Diante disso, é válido retomar as obras de autores modernos como Maquiavel, Montesquieu e Rousseau, que abordaram essas questões, a fim de encontrar referências não só para compreendê-las como eles as colocaram no passado, mas também para descobrir se suas ideias ainda podem nos indicar algumas hipóteses para entendermos nosso próprio contexto. A escolha desses clássicos do pensamento político certamente não é aleatória, já que eles produziram reflexões que se tem reconhecido como de grande importância para o engendramento dos republicanismos modernos, tanto no tocante à reflexão teórica quanto às práticas e instituições adotadas nos Estados contemporâneos.

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4779771H7

E-mail: rmoscateli@hotmail.com

 

RICARDO BAZILIO DALLA VECCHIA

Doutor em Filosofia

Área de orientação: Ética, Metafísica e Estética.

Temas:  Crítica da moral: virtude, liberdade, responsabilidade, culpa, punição. Crítica da metafísica: perspectivismo, filosofia experimental, genealogia. Crítica da cultura: niilismo, décadence, trágico.   

Autores: Nietzsche, Schopenhauer, Kant e intersecções.

Linha de Pesquisa: Ética e Filosofia Política; Estética e Filosofia da Arte.

Orienta: Mestrado.

Projeto atual de pesquisa: As virtudes de Nietzsche  

Sob a insígnia da “cultura” Nietzsche refletiu acerca dos principais discursos, instituições e personagens que determinaram o caráter da humanidade. Sua declarada tarefa de “transvaloração de todos os valores”, nesta medida, assume a forma de uma crítica decisiva à moral, sociedade, conhecimento e arte no séc. XIX, que se operacionaliza pelo mapeamento, denúncia e reordenação das usuais estimativas de valor. O objetivo geral deste projeto de pesquisa é investigar e acolher investigações a respeito desses segmentos, em particular a moral, com interesse tanto na filosofia de Nietzsche quanto nas intersecções com outros temas como responsabilidade, liberdade, culpa, punição e autores como Kant, Schopenhauer, Platão etc. Como objetivo específico, o projeto se debruça sobre o problema das virtudes na obra de Nietzsche, considerando a sua crítica às virtudes socrático-platônico-cristãs, as suas próprias “virtudes em devir” como a probidade (Redlichkeit) e a influência que ele exerceu na retomada das éticas da virtude no séc. XX.    

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9476600097405010

E-mail: ricardovecchia@gmail.com

 

THIAGO SANTORO

Doutor em Filosofia

Área de orientação: Teoria do Conhecimento, Metafísica, Filosofia Moderna, Idealismo Alemão, Filosofia da Música, Filosofia Oriental, Ética Animal.

Temas: Idealismo, Intuição, Consciência, Subjetividade, Improvisação, Anti-Especismo e Não-violência.

Autores: Berkeley, Kant, Fichte, Schelling, Hegel, Schopenhauer, Husserl, Adorno.

Linha de Pesquisa: Metafísica e Teoria do Conhecimento

Orienta: Mestrado e Doutorado.

Projeto atual de pesquisa: Lógica transcendental ou transcendência lógica: Hegel, Fichte e o problema do conhecimento imediato

O presente trabalho de investigação segue dois caminhos de análise assim delimitados: 1) investiga, primeiramente, os argumentos apresentados por Hegel contra a possibilidade de um conhecimento intuitivo imediato, desenvolvidos na Fenomenologia do Espírito e na Ciência da Lógica; 2) concentra-se na análise do conceito de intuição intelectual, termo técnico da filosofia de Fichte, que recebe diversas acepções: como correspondência formal com o princípio da autoconsciência enquanto fundamento do sistema do saber (exposição da Wissenschaftslehre [WL] de 1794), como síntese dual entre ação e pensamento, ou vontade e inteligência, nas exposições 'fenomenológicas' do período de Jena (especialmente no texto da WL Nova Methodo e na Segunda Introdução à WL), até seu desenvolvimento tardio como teoria da figuração ou imagem do saber absoluto.

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4776839Z1

E-mail: thsantoro@gmail.com

 

WELLINGTON DAMASCENO DE ALMEIDA

Doutor em Filosofia

Área de orientação: Filosofia Antiga.

Temas: Lógica, Metafísica, Epistemologia e Ética na Filosofia Antiga.

Autores: Platão e Aristóteles.

Linha de Pesquisa: Metafísica e Teoria do Conhecimento.

Orienta: Mestrado.

Projeto atual de pesquisa: Paradigmatismo aristotélico

Trata-se de investigar o pouquíssimo explorado paradigmatismo aristotélico, teoria segundo a qual a inteligibilidade de qualquer multiplicidade (homogênea) de objetos (por exemplo, de cores, de figuras retilíneas, de movimentos etc.) depende, em alguma medida, do estabelecimento de um paradigma que atua como princípio de conhecimento em referência ao qual os membros da multiplicidade que lhe é correlata são julgados e ganham cognoscibilidade. Aristóteles aponta a origem desta teoria no domínio da matemática – mais precisamente na aritmética, domínio em que o paradigma é a unidade e os números perfazem a multiplicidade correlata sobre a qual opera tal princípio – e parece pressupor que a aplicação dela se estende a todas as categorias de realidades. O principal propósito desta pesquisa consiste em não apenas reconstituir em detalhe tal teoria, através dos textos da Metafísica em que Aristóteles lhe faz alusão, mas também em identificar e avaliar a ocorrência desta doutrina nas demais obras do autor, tendo em vista determinar a importância que lhe é destinada, não apenas na Metafísica, mas ao longo de toda a filosofia aristotélica.

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7297509489292287

E-mail: wellington.damasceno@gmail.com

 

PROFESSORES COLABORADORES

 

JOSÉ GONZALO ARMIJOS PALÁCIOS

Doutor em Filosofia

Área de orientação: Ética e Política, Filosofia

Temas: filosofia e linguagem; metafísica, ética,  filosofia política e Economia Política; conhecimento, ciência e método; neopragmatismo.

Autores: Platão, Francis Bacon, Descartes, Hobbes, Locke, Hume, Kant, Marx, Wittgenstein, Popper, Feyerabend, Rorty, Eco.

Linha de PesquisaÉtica e Filosofia Política, Lógica e Filosofia da Linguagem

Orienta: Mestrado e Doutorado

Projeto atual de pesquisa: 

A concepção de justiça em Platão e as críticas aos poetas e ao contratualismo grego
 
 O projeto estuda a concepção de justiça proposta por Platão e a compara com a que o filósofo atribui aos poetas gregos. Pretende-se mostrar algumas inconsistências nessa crítica, especialmente no que se refere a Hesíodo. Mostra-se como essa interpretação é necessária para a crítica ao contratualismo e ao convencionalismo presentes na posição de Trasímaco. 
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. 


Ludwig Wittgenstein: o período de transição entre o Tractatus e as Investigações
 
Descrição: O projeto pretende esclarecer as eventuais rupturas e continuidades entre as duas concepções sobre a linguagem, e sobre a filosofia, presentes no Tractatus e teses centrais das Investigações Filosóficas relacionadas com elas. 

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4783277Y6

E-mail: gonzalo.armijos@gmail.com

 

JOSÉ TERNES

Doutor em Filosofia

Área de orientação: Filosofia Contemporânea Francesa e Filosofia e Literatura

Temas: Educação, Foucault, ciência, Bachelard, filosofia e literatura

Autores: : Michel Foucault, Bachelard, Canguilhem e outros.

Linha de Pesquisa: Ontologia e Metafísica

Orienta: Mestrado e Doutorado

Projeto atual de pesquisa: 

Educação e Modernidade

Pretende-se investigar a ideia de modernidade cultivada especialmente na filosofia francesa contemporânea, quer na história das ciências ( epistemologia histórica ), quer nas histórias arqueológicas de Michel Foucault. A proposta tem por objeto o pensamento educacional moderno ( século XIX e XX ), contemplando duas frentes de estudo: a) ciência moderna e educação; b) literatura e educação. Há estreita relação entre assas perspectivas. Um mesmo solo epistemológico as legitima. Uma exigência comum, o próprio saber moderno. Segundo Bachelard, uma ética da vida intelectual. Do cientista se espera um engajamento racionalista. Do poeta, a coragem do devaneio. Nenhuma pedagogia, então, apriori. A educação científica terá que ser pensada imanente à cidade científica. Da mesma forma, no reino das musas, o que dará o tom será a obra, antes que a escola.

 Arte, Filosofia, Literatura: Discursos Inaugurais da Modernidade

Pretende-se trabalhar as noções de arte, literatura e filosofia a partir de textos teóricos e literários considerados inaugurais na formação de nossa modernidade. Especial atenção será dada à noção de modernidade cultivada pelos modernistas franceses e brasileiros da primeira metade do século XX. 

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4796259Y9

E-mail: joseternes@hotmail.com

 

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