Professores Colaboradores

PROFESSORES COLABORADORES

 

HELENA ESSER DOS REIS (desde dezembro de 2025)

Doutora em Filosofia (USP, 2002) / Pós-Doutorado (Universidade de Coimbra, Portugal, 2015)

Áreas de orientação: Ética, Filosofia Política

Temas: constituição do Estado democrático, liberdade, igualdade, cidadania, participação, virtude, estrutura, exercício e legitimidade do poder, relação democracia-república 

Autores: Tocqueville e Rousseau, primeiramente, mas também Maquiavel, Hobbes e Locke

Linha de PesquisaÉtica e Filosofia Política

Orienta: Mestrado e Doutorado

 

Projeto atual de pesquisa:

Democracia: entrelaçamento de direitos civis, sociais e políticos

O objetivo principal do presente projeto é discutir o entrelaçamento de direitos civis, sociais e políticos como condição para realização da democracia. Partiremos da discussão acerca da relação entre inclusão social e cidadania para investigar a relação entre os direitos civis, sociais e políticos. Do nosso ponto de vista, no pensamento tocquevilleano há uma exigência circular entre a inclusão social e cidadania que não dispensa a ação de todos concernidos. Investigaremos, em primeiro lugar, algumas situações de exclusão social (pobreza, escravidão, preconceitos) tratadas por Tocqueville tendo em vista suas reflexões acerca da ação dos próprios concernidos como protagonistas de sua inclusão. Em segundo lugar, investigaremos também os procedimentos jurídicos e instituições do estado no processo de construção de direitos civis, sociais e políticos,  posto que estes asseguram os ganhos civis, sociais e políticos, ao mesmo tempo que conferem estabilidade à democracia. Embora a proteção jurídico-institucional seja condição necessária para garantia de direitos aos cidadãos e para a estabilidade do estado, tal proteção não é ainda suficiente. Ainda que Tocqueville, como escritor e político, se esforce por construir condições civis, sociais e políticas que promovam convergências entre os cidadãos e estabilidade institucional, tem, contudo, muita clareza acerca das tensões que transpassam as relações entre cidadãos e governo.  Nosso terceiro objeto de discussão será, finalmente, a relação entre o clamor popular e a governabilidade no estado democrático. Ainda que A democracia na América permaneça como uma referência importante para o desenvolvimento deste projeto, investigaremos prioritariamente o Antigo Regime e a Revolução e as Lembranças de 1848 juntamente com os textos de suas viagens, cartas, discursos políticos, rascunhos, pois consideramos que o confronto entre seus escritos dirigidos ao grande público e seus escritos mais pessoais permitirão ampliar e aprofundar a compreensão e a discussão do pensamento tocquevilleano sobre o tema. Ao mesmo tempo, buscaremos confrontar o pensamento de Tocqueville com os autores que lhe são referência constante, como é o caso de Montesquieu e Rousseau, facilitando a compreensão de seu locus na tradição do pensamento filosófico-político; e com autores que lhe sucedem como é o caso de Arendt, Habermas e Lefort favorecendo a ampliação da discussão dos temas investigados. 

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4709352D8

E-mail:helenaesser@ufg.br

 

JOSÉ TERNES

Doutor em Filosofia (USP, 1993)

Áreas de orientação: Filosofia Contemporânea Francesa e Filosofia e Literatura

Temas: Educação, Foucault, ciência, Bachelard, filosofia e literatura

Autores: Michel Foucault, Bachelard, Canguilhem e outros

Linha de Pesquisa: Metafísica e Teoria do Conhecimento

Orienta: Mestrado e Doutorado

Projeto atual de pesquisa: 

Educação e Modernidade

Pretende-se investigar a ideia de modernidade cultivada especialmente na filosofia francesa contemporânea, quer na história das ciências (epistemologia histórica), quer nas histórias arqueológicas de Michel Foucault. A proposta tem por objeto o pensamento educacional moderno (século XIX e XX), contemplando duas frentes de estudo: a) ciência moderna e educação; b) literatura e educação. Há estreita relação entre assas perspectivas. Um mesmo solo epistemológico as legitima. Uma exigência comum, o próprio saber moderno. Segundo Bachelard, uma ética da vida intelectual. Do cientista se espera um engajamento racionalista. Do poeta, a coragem do devaneio. Nenhuma pedagogia, então, a priori. A educação científica terá que ser pensada imanente à cidade científica. Da mesma forma, no reino das musas, o que dará o tom será a obra, antes que a escola.

 Arte, Filosofia, Literatura: Discursos Inaugurais da Modernidade

Pretende-se trabalhar as noções de arte, literatura e filosofia a partir de textos teóricos e literários considerados inaugurais na formação de nossa modernidade. Especial atenção será dada à noção de modernidade cultivada pelos modernistas franceses e brasileiros da primeira metade do século XX. 

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4796259Y9

E-mail: joseternes@hotmail.com

 

THIAGO SUMAN SANTORO

Doutor em Filosofia (PUC-RS, 2009)

Áreas de orientação: Teoria do Conhecimento, Metafísica, Filosofia Moderna, Idealismo Alemão, Filosofia da Música, Filosofia Oriental, Ética Animal

Temas: Idealismo, Intuição, Consciência, Subjetividade, Improvisação, Anti-Especismo e Não-violência

Autores: Berkeley, Kant, Fichte, Schelling, Hegel, Schopenhauer, Husserl, Adorno

Linha de Pesquisa: Estética e Filosofia da Arte, Metafísica e Teoria do Conhecimento

Orienta: Mestrado e Doutorado

 

Projeto atual de pesquisa:

Intuição, imaginação, improvisação: Fundamentos filosóficos para uma estética musical contemporânea

A presente pesquisa pretende investigar os possíveis fundamentos filosóficos de uma estética da improvisação musical, tomando como base teórica a tese do paradigma audiotátil desenvolvida por Vicenzo Caporaletti. Para tanto, o projeto divide-se em três partes principais: 1) uma análise detalhada da crítica adorniana ao jazz e à música improvisada, tentando compreender sua justificação interna de acordo com os pressupostos  filosófico-musicológicos sustentados em Filosofia da Nova Música; 2) uma revisão bibliográfica das contribuições contemporâneas ao debate filosófico sobre música e improvisação, considerando especialmente a obra de Alessandro Bertinetto; e, como parte principal, 3) uma investigação sobre a fundamentação filosófica do paradigma audiotátil, bem como seus possíveis desdobramentos enquanto teoria estética musical. Na medida em que as evidências históricas assim o permitirem, pretende-se também resgatar algumas raízes do debate sobre improvisação musical nas teorias modernas da imaginação.

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4776839Z1

E-mail: thiago_santoro@ufg.br

 

WELLINGTON DAMASCENO DE ALMEIDA

Doutor em Filosofia (Unicamp, 2013) / Pós-Doutorado (Rice University, Estados Unidos, 2019)

Áreas de orientação: Filosofia Antiga

Temas: Lógica, Metafísica, Epistemologia e Ética na Filosofia Antiga

Autores: Platão e Aristóteles

Linha de PesquisaMetafísica e Teoria do Conhecimento

Orienta: Mestrado e Doutorado

 

Projeto atual de pesquisa: https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/115/o/projeto-de-pesquisa-fafil-ufg-2019-2023.pdf

Conhecimento Científico e Causalidade na Filosofia da Ciência de Aristóteles

Trata-se de investigar o papel da causalidade na demarcação do contraste entre conhecimento científico (epistêmê) e conhecimento não-científico (ou pré-científico) na epistemologia e filosofia da ciência de Aristóteles. Mais precisamente, trata-se de investigar quais efeitos a descoberta da causa tem sobre definiendaexplananda e demonstranda na epistemologia e filosofia da ciência de Aristóteles. 

 

Paradigmatismo aristotélico 

Trata-se de investigar o pouquíssimo explorado paradigmatismo aristotélico, teoria segundo a qual a inteligibilidade de qualquer multiplicidade (homogênea) de objetos (por exemplo, de cores, de figuras retilíneas, de movimentos etc.) depende, em alguma medida, do estabelecimento de um paradigma que atua como princípio de conhecimento em referência ao qual os membros da multiplicidade que lhe é correlata são julgados e ganham cognoscibilidade. Aristóteles aponta a origem desta teoria no domínio da matemática – mais precisamente na aritmética, domínio em que o paradigma é a unidade e os números perfazem a multiplicidade correlata sobre a qual opera tal princípio – e parece pressupor que a aplicação dela se estende a todas as categorias de realidades. O principal propósito desta pesquisa consiste em não apenas reconstituir em detalhe tal teoria, através dos textos da Metafísica em que Aristóteles lhe faz alusão, mas também em identificar e avaliar a ocorrência desta doutrina nas demais obras do autor, tendo em vista determinar a importância que lhe é destinada, não apenas na Metafísica, mas ao longo de toda a filosofia aristotélica.

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7297509489292287

E-mail: wellington_damasceno@ufg.br